quinta-feira, 14 de junho de 2018

A mulher na janela | A.J. Finn



Anna Fox é uma psicóloga infantil. Ela está separada do marido, que mora com a filha. Devido a um trauma em sua vida, ela sofre de Agorafobia, um medo de ficar em lugares abertos. Por causa dos ataques de pânico, ela vive trancada dentro de casa tomando seus comprimidos, assistindo filmes e tomando doses exageradas de vinho.

Frequentemente, Anna fica espionando os vizinhos através da janela. Por exemplo, Anna sabe que sua vizinha está tendo um caso e quase é pega flagra pelo marido. Sabe também qual o livro escolhido no clube de leitura.

Mas tudo só fica interessante quando a família Russell muda para a casa da frente. Pai, mãe e filho adolescente. O primeiro da família a conhecer a vizinha é Ethan, o filho do casal. Um bom garoto, foi levar uma vela para ela e conversaram. Na noite em que Anna tem um ataque de pânico ela é socorrida por Jane Russell. Depois desse primeiro encontro Jane visita Anna mais uma vez, as duas passam uma longa tarde juntas conversando e tomando vinho.

Depois desse primeiro encontro, Anna passa a bisbilhotar ainda mais a casa dos Russells, até presenciar um assassinato. Ela liga para a emergência e com muito esforço sai de casa, mas acaba acordando no hospital. Ela foi encontrada inconsciente na rua. A polícia investiga a denúncia, está tudo normal. Quais são as provas que Anna tem? Será que ela é uma pessoa confiável? O que Anna viu realmente aconteceu?

Anna é uma personagem muito interessante. É complexa e difícil de entender. Ela é psicóloga, tem capacidade de fazer interpretações, mas ao mesmo tempo tem sua mente afetada pela quantidade de remédio misturada com álcool. O que reforça a ideia do suspense. Ela ainda sofreu um trauma que será revelado aos poucos. “A mulher na janela” é um thriller que prende e necessita bastante atenção para ligar os fatos e mesmo assim acaba com qualquer teoria que você cria. Um final surpreendente (embora eu tenha achado corrido), e bem explicativo. Gostei! 

4,5/5 🌟

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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

A pequena livraria dos corações solitários, Annie Darling

Imagem relacionadaPosy esteve na livraria Bookends desde sempre e tinha uma relação muito forte com a dona, Lavinia, que a acolheu após a morte repentina dos pais. Quando ela herda a livraria – que está quase falindo – Posy tem a missão de conseguir ter lucros com ela, num prazo de dois anos. Caso contrário, a livraria passa a ser do neto de Lavinia, Sebastian, um grande empresário que é conhecido também como o homem mais grosso de Londres e sabe-se lá o que quer fazer com o lugar.

Sendo assim, Posy tem a grande ideia de transformar o Bookends em Felizes para Sempre: uma livraria especializada em literatura romântica.

Entre brainstorms, brigas com o Sebastian, preocupações com o irmão mais novo, Posy acaba escrevendo uma história de época – Violada pelo Devasso, cujo conde e herói da história é o próprio Sebastian e ela, a grande mocinha. Será que sua história na verdade é um reflexo dos seus sentimentos? Estaria tudo bem para ela, se a história não caísse em mãos erradas. Ou certas! Com aquela ajudinha do destino.

Um livro que promete suspiros e risadas, “A pequena livraria dos corações solitários” tem uma narrativa em terceira pessoa que acabou tornando difícil “entrar” na história, mas essa sensação passou e a narrativa se tornou rápida e encantadora, o enredo é cativante e os personagens bem divertidos.

Além disso, é um grande presente para os leitores, com tantas referências e a promessa de algo que (quase) sempre procuramos em um livro: um final feliz.

Amei a Posy e o Sebastian, mas estou ansiosa para conhecer mais um pouco dos outros personagens, esse livro é o início de uma série sobre os amores improváveis de cada funcionário da livraria.

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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

O presente do meu grande amor | 12 histórias de Natal 🎄


O PRESENTE DO MEU GRANDE AMOR, Stephenie Perkins e outros. | Publicação Intrínseca

Se perder e se encontrar ou ser encontrado(a) por outro alguém. Se sentir especial. Perdoar. Pedir perdão. Atos altruístas. Felicidade. Respeito. Amor.

É o que você vai encontrar nos doze contos desse livro sobre o Natal. Cada um com seu jeitinho especial. Cada um revelando uma cultura diferente, mas falando a mesma língua que é o amor.

De modo geral, todos os contos são bons e bem escritos, mas a Rainbow tem o dom de envolver o leitor com a sua escrita, não me importaria com algumas páginas a mais no seu conto. Holly Black teve o conto mais peculiar de todos. E amei o conto da Kiersten. Foi um dos melhores! 

A melhor parte de um livro de contos é que é uma leitura rápida, leve e dinâmica, além do bônus de poder conhecer novos autores.

🎄 Avaliação de cada conto:

🌟🌟🌟🌟 Meias-Noites - Rainbow Rowell
🌟🌟🌟 A Dama e a Raposa - Kelly Link
🌟🌟🌟 Anjos na Neve - Matt de la Peña
🌟🌟🌟 Encontre-me na estrela do norte - Jenny Han
🌟🌟🌟🌟 É um milagre de Yule, Charlie Brown - Stephanie Perkins
🌟🌟🌟 Papai Noel por um dia - David Levithan
🌟🌟 Krampuslauf - Holly Black
🌟🌟🌟 O que diabo você fez, Sophie Roth? - Gayle Forman
🌟🌟🌟 Baldes de cerveja e menino Jesus - Myra MCentire
🌟🌟🌟🌟🌟 Bem-vindo a Christmas, Califórnia - Kiersten White
🌟🌟🌟🌟 Estrela de Belém - Ally Carter
🌟🌟 A garota que despertou o Sonhador - Laini Taylor

🎄 Citações:

"Nem todo mundo sabe conseguir aquilo que deseja. Talvez a meia-noite seja exatamente do que esses dois precisam para iniciar alguma coisa. Você reprovaria isso?" pág. 15

"E a nem sempre conseguir o que se quer - disse Sophie.
Mas às vezes conseguir o que se precisa - concluiu Russell." pág. 219

"A escolha mais difícil é amar, e é a escolha que meu pai faz todos os dias" pág. 234

"(...) se deixarmos um único acontecimento da nossa vida nos definir, tudo o que precisamos para mudar as coisas, se queremos mudar as coisas, é de outro acontecimento." pág. 241

"Você está tentando me consertar?
Por quê? Você está quebrado?" pág. 242

"Eu estava errada.
Eu estive errada durante anos.
Estar errada é uma sensação incrível." pág. 281

"Tive gente ao meu redor durante toda minha vida tornando as coisas especiais para mim, mesmo quando eu não percebia. E você tem se esforçado tanto para tornar especial a vida de todo mundo que entra nessa lanchonete ridícula. Então... Quem vai fazer com que o Natal seja especial para você?" pág. 285

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sábado, 23 de dezembro de 2017

Geekerela | Ashley Poston


Resultado de imagem para geekerelaI’VE GOT A BAD FEELING ABOUT THIS...

Mentira, é que eu não podia perder a chance de fazer essa piadinha, esse livro é um amor e é repleto de menções nerds ❤️

Pelos elementos da capa e título é fácil imaginar que é uma releitura de Cinderela, mas a autora conseguiu com muita propriedade trazer uma roupagem nova e deu certo.

Os pais de Elle se conheceram por causa da série Starfield e compartilharam com a filha esse amor que marcou gerações. A série traz as melhores lembranças dela sobre os pais. Assim como no conto de fadas, agora Elle mora com a madrasta e as irmãs e vivem em pé de guerra.

Quando ela descobre que Starfield vai virar um filme com direito ao galã do momento no papel principal, ela sabe que isso não vai dar certo. Inconformada, critica a escolha do ator para um papel tão importante em seu blog. A crítica faz tanto sucesso que chega ao alcance do ator.

Darrien Freeman está contente com o papel, mas por razões diferentes do seu empresário/pai. Ele é um fã, mas para muitos é apenas um rostinho bonito com sorte. Com a crítica do blog, ele só confirma o que todos os verdadeiros fãs acham dele.

Um grande evento vai unir os dois. A produção anunciou um concurso de cosplay e essa é a chance de Elle ficar longe da “família” – mesmo que seja na convenção fundada pelo pai. Darrien por outro lado, não quer ir ao evento e busca um meio de sair fora. Quando ele procura o telefone do responsável, ele encontra o número que agora é da Elle. Enquanto conversam, Darrien não sabe que ela é a dona das críticas e Elle não sabe que ele é o ator que supostamente vai estragar sua série favorita.

Imagem relacionada
Star Wars (fonte: Giphy)

Com vários contratempos, vulgo, limpar o sótão, cosplay rasgado, ficar sem o celular. Uma “fada madrinha” e amiga – Hera, que tem um food truck com o nome de ABÓBORA MÁGICA, ajuda a arrumar uma roupa para ela participar do concurso e... bom acho que dá pra imaginar o que acontece. Se você gostou até aqui, sugiro que leia o livro. “Geekerela” é atual, jovem e divertido. Ashley Poston tem uma escrita rápida e cativante que vai te fazer apaixonar e torcer pelos personagens. E mesmo sendo um pouco previsível, é gostoso acompanhar a jornada da Elle. A edição é linda e faz jus ao conteúdo. Amei! 

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quinta-feira, 27 de abril de 2017

13 reasons why/ Os 13 porquês | Jay Asher


Resultado de imagem para OS 13 PORQUÊS13 motivos levaram Hannah a cometer suicídio. 13 pessoas foram responsáveis por isso, Clay é um deles, desencadeando todos os seus medos e receios, o garoto que era apaixonado por ela descobre seus motivos e segredos para tal atitude, porém tarde demais.

Eu sei que você já se colocou em várias situações hipotéticas, pensando que se tivesse tomado outra atitude, as coisas poderiam ter tomado outro rumo. O famoso “E se...?”. Fazemos isso inconsequentemente. É normal e algumas vezes, são coisas pequenas. Mas e quando isso interfere a vida de outra pessoa? Aparentemente não compreendemos o impacto das nossas atitudes (ou a falta delas).

A história inteira paira por esse pensamento. Quais atitudes poderiam ter sido tomadas para salvar a vida de Hannah? Mais uma vez: “E se...?”.


“Este exato momento, me sinto perdida, eu acho. Meio vazia. – Com o quê?
Faça ela contar. Continue fazendo perguntas, mas faça ela contar.” (Fita 7: Lado A)


"Os 13 Porquês", do autor Jay Asher é interessante, criativo, imprevisível e que traz um misto de sentimentos como tristeza, choque, compaixão e curiosidade saltarem das páginas durante a leitura.

A série da Netflix está servindo como um alerta e, graças a Deus, centenas de pessoas estão abrindo os olhos, centenas de pessoas estão pedindo ajuda. Vamos parar de pensar no “E se...”, vamos ser mais imediatos e agir. Criemos a empatia diariamente e seremos mais felizes uns com os outros.

Hannah é uma personagem de um livro, mas podem existir milhares de Hannah’s pelo mundo. #NaoSejaUmPorque

“Ninguém sabe ao certo o impacto que tem na vida dos outros. Muitas vezes não tem noção” (Fita 4: Lado A).


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terça-feira, 21 de março de 2017

Novidade | Andrée Chedid pela Martin Claret

"Logo que Maxime anunciara a intenção de deixar o cargo de funcionário público para comprar  o Carrossel, sua família soltou os  cachorros em cima dele. Deixar um emprego tão seguro para se jogar numa aventura tão medíocre revelava, para eles, a mais pura loucura." (Trecho de O Menino Múltiplo).










Andrée Chedid  foi poeta, romancista, novelista e dramaturga, nasceu no Egito, em 1920, e lá publicou sua primeira coletânea de poemas: On the trails of my fancy. 

Mudou-se para Paris em 1946 e três anos depois lançou a coletânea Textes pour une figure a primeira obra em sua nova pátria e a que anuncia mais de 40 obras que publicaria. A autora teve dois de seus romances adaptados ao cinema – Le sixième jour  em 1986 com a direção de Youssef Chahine e L’autre em 1991 pelas mãos de Bernard Giraudeau – e, ao longo de sua carreira, foi contemplada com mais de vinte prêmios literários, dentre eles o Goncourt de Nouvelle em 1979, com Les Corps et le temps, e o de Poesia em 2002, pelo conjunto de sua obra. 

Membro honorário da Academia de Letras do Québec, em 2009 a autora foi condecorada como Oficial da Legião de Honra da França. Em 2011, ela nos deixou.

A Poesia, segundo ela, guia sua obra, que traz temas relacionados à riqueza do ser humano, à defesa do múltiplo, ao rosto e ao amor.

O romance O menino múltiplo será sua primeira obra traduzida em língua portuguesa no Brasil. A obra conta a história de Omar-Jo, filho de pai muçulmano egípcio e mãe católica libanesa, um menino que carrega suas origens no nome e que, durante a guerra do Líbano, em 1987, encontra um destino cruel quando um carro-bomba leva seus pais e seu braço. E o menino de doze anos é enviado pelo avô a Paris. E é lá que ocorre o encontro do Oriente com o Ocidente, do menino-duplo com as luzes, as cores, os sons e os movimentos do Carrossel de Maxime, um senhor rabugento e proprietário da atração que, pouco a pouco, reencontra com o menino, então múltiplo, a alegria de viver. Alteridade, amor e tolerância fazem parte do enredo, poético. A ser lido em voz alta. (Fragmentos do texto retirados da editora).

O livro será lançado pela editora Martin Claret e ainda não temos uma data definida, mas esperamos que seja breve, não é mesmo?

Para ficar de olho no lançamento, acompanhe as redes sociais da editora.
Instagram: @editoramartinclaret | Facebook: Editora Martin Claret

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Resenha | A ÁRVORE DA MENTIRA (Frances Hardinge)

          “A MENTIRA TEM SEUS FRUTOS. E QUASE NUNCA SÃO DOCES. Na inóspita ilha inglesa de Vane, em pleno século XIX, os Sunderlys desembarcam, atraindo atenções e suspeitas.

Quando o reverendo Erasmus, patriarca da família e proeminente estudioso de ciências naturais, é encontrado morto em circunstâncias obscuras, sua filha, a jovem e impetuosa Faith, está determinada a desvendar o mistério. Para isso, precisará de coragem não apenas para confrontar dolorosos segredos mas também para desafiar as implacáveis tradições da sociedade em que vive. Investigando os pertences do pai em busca de pistas, ela descobre uma planta estranha. Uma árvore que se alimenta de mentiras sussurradas e dá frutos que revelam verdades ocultas.

Quando a espiral das sedutoras mentiras de Faith fica fora de controle, ela compreende que as verdades estilhaçam muito mais. Combinação de horror, romance policial e realismo fantástico, esta arrepiante história da premiada escritora britânica Frances Hardinge, autora de "Canção do Cuco", promete arrebatá-lo do começo ao fim.” 
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A trama gira em torno da família Sunderly. O Reverendo Erasmus, sua esposa Myrtle, a jovem filha Faith e o caçula Howard. O leitor se depara com a família viajando junto com o tio Miles de Londres para a pequena ilha localizada em Vane. Acontece que a protagonista dessa história é extremamente curiosa, o fato de a família ter arrumado essa viagem às pressas com a desculpa de que o pai, o grande naturalista e cientista, é convidado para uma escavação na ilha, desperta a desconfiança da garota.

A narrativa é em terceira pessoa e na maior parte do tempo, sombria e tensa cheia de metáforas intrigantes. A autora conseguiu descrever brilhantemente o cenário de uma ilha pequena, florestas e cabanas escuras e personagens inteligentes. No entanto, o mais curioso de tudo é a Árvore. A misteriosa planta que o Reverendo carrega para cima e para baixo com tanto cuidado e zelo desperta a atenção do leitor. Principalmente quando Erasmus Sunderly é encontrado morto em circunstâncias estranhas e suspeitas. Apenas Faith desconfia de que possa ser um assassinato, enquanto todos acreditam ser suicídio.

Na época em que a história é retratada, no século XIX, o suicídio é um crime quase bárbaro, desumano e terrível. Assim como o fato da sociedade impor o comportamento da mulher como esposa obediente e discreta. É isso que torna Faith uma personagem tão interessante, ela sempre foi contra as regras e obrigações da sociedade, é por isso que não é levada a sério quando conta sobre suas suspeitas.

Sendo assim, após tantas evidências e injustiças, a protagonista decide investigar a morte do pai, ela só não imaginava que o desejo pela descoberta do assassino a levaria para outros assuntos peculiares do pai. O diário do Reverendo achado pela garota a leva para a Árvore e como a boa cientista que quer ser, Faith a estuda. Toma conhecimento da planta e aprende como ela funciona.

O simples sussurro de uma mentira próximo à planta até ao alastramento da mesma dentro da ilha, permite um fruto que contém um segredo. Faith usa desse artifício para descobrir o responsável pela morte do pai, mas o fruto nunca é doce...



Se o pai foi assassinado, existe algum motivo... E Faith estará perto de saber a verdade. Frances Hardinge criou um mistério em torno da Árvore incrível. O desenvolvimento da história é rápido e inteligente. É viciante! Faz tempo que não me empolgo tanto com as páginas finais de um livro. “A árvore da Mentira” é um misto de suspense, ação e fantasia com um cenário sombrio, personagens inteligentes e uma trama bem montada sem pontas soltas. Recomendadíssimo

Publicação @novoseculoeditora
Ano: 2016 | 304 páginas