domingo, 21 de fevereiro de 2016

Resenha | STARDUST - O MISTÉRIO DA ESTRELA (Neil Gaiman)



No lugarejo (lugar pequeno, povoado) de Muralha, próximo a Londres, nada é muito excêntrico ou extraordinário. As pessoas são simples e comuns. As casas são normais e sem cores. O que diferencia o lugar de qualquer outro é o muro que cerca o lugarejo. Lá não é permitida a entrada de ninguém e por isso, toda dia a abertura do muro é vigiada por pelo menos dois guardas para impedir que ninguém ouse passar para o outro lado.

"É muito raro que chegue à Muralha alguém que saiba o que está procurando, e essas pessoas às vezes têm permissão para passar. É uma expressão que têm nos olhos: uma vez vista, ela é inconfundível."


No entanto, a cada nove anos, a abertura é liberada para os moradores de Muralha para a feira que é realizada na Terra Encantada, esse nome não existe sem propósito, nessa feira são vendidos objetos encantados. E é lá que começamos nossa história, com fatos importantes para a sequência da história.

Anos mais tarde, vamos ser levados para a história de Tristan Thorn (ah, o nome do personagem no livro é Tristran, mas como li o livro inteiro como Tristan, vou falar assim mesmo), apaixonado pela garota mais bonita do lugarejo, Victoria, ele promete tudo para a garota se ela puder lhe dar um beijo em troca.

Quando ambos avistam uma estrela caindo no chão, Tristan resolve que vai trazer a tal estrela caída para a moça e acredita que com o belo presente vai conseguir a mão de Victoria.

Com uma estrela em jogo, outros personagens e objetivos diferentes, a aventura começa na Terra Encantada.

"Stardust" é uma história muito famosa, muito conhecida, principalmente pelo seu filme. Escrito em 1999, mas adaptado para o cinema em 2007, A história ganhou forma na pele de Charlie Cox (Tristan), Claire Danes (Yvaine), Michelle Pfeiffer (Lamia), Robert De Niro, entre outros. E foi maravilhoso.

A história tem toda uma áurea de contos de fadas, Gaiman usou elementos interessantes na história mas, mesmo tendo um contato com o livro, eu adoro o filme e somado as excelentes atuações, falas divertidas e cenas mais coerentes, minha preferência pelo filme fala mais alto. Enquanto no livro tudo é mais misterioso e às vezes desconexa, o filme apresenta uma trama mais clara. O final também é diferente, mas qualquer um encaixou bem (quem sou eu para discutir), mas o filme apresenta mais ação.

Enfim, ambos são ótimos e recomendo a leitura por ser fácil, rápida e cheia de fantasia. Vale a pena!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Resenha | A SEREIA (Kiera Cass)

A SereiaAnos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar — pois a voz da sereia é fatal —, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.

EDITORA SEGUINTE | 2016 | 328 PÁGINAS | SKOOB 
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"Eu quero viver”

Esse é o último pedido da Kahlen quando seu navio subitamente sofre um naufrágio. Quando ela implora pela vida, mal ela sabia que o que a salvou nesse instante, foi o mesmo que causou horror e caos àquelas pessoas que estavam no navio.

A história começa assim e nas páginas seguintes já conhecemos a protagonista do jeito que título do livro propõe - uma sereia - mas diferente das histórias que já vimos por aí (Ariel, lenda da Sereia Iara...), Kiera trouxe um jeito diferente de ver elas.

As sereias são sempre jovens e vivem em função da Água, a Água as salvou dos naufrágios e por isso vivem cerca de cem anos para servi-la através da voz. Essa é uma parte estranha da história, é difícil explicar a relação das sereias com a Água. Escrevo com o “A” maiúsculo, porque ela é vista (eu diria) como uma pessoa. Não tem forma física, não anda por aí, mas “fala” e possui sentimentos, que eu diria até perturbadores. É difícil explicar essa relação estranha, complexa e possessiva, mas faz certo sentido na história.


A outra diferença na história da autora é que as sereias ainda podem andar pela cidade, no entanto, não podem se comunicar com os humanos. Sua voz é perigosa para eles e pode matar. Mesmo assim, com todo o silêncio que a envolve, Kahlen conhece Akinli. Um jovem simpático, doce e bonito. Mesmo hesitante e prezando pela obediência e principalmente faltando somente vinte anos para sua liberdade, a garota resolve passar um tempo com ele.

Não é contra as regras se relacionarem com os humanos, é contra as regras se apaixonarem por qualquer um deles e quando Kahlen percebe o que está acontecendo, ela foge. Mas fugir não é a melhor opção uma vez que aquele sentimento se instalou nela.

O máximo que pode fazer é esconder ao máximo da Água.


“Mas talvez seja possível. Quando se encontra a pessoa certa. Neste momento, estou pensando em viver por você. Só que você nunca, jamais iria saber”. 🍃🐚






Gosto muito da escrita da Kiera Cass, principalmente pela leveza e carisma que ela traz. Nos personagens diferentes que cria. Além disso, foi ótimo conhecer sua escrita fora do universo de “A Seleção”, Kiera mostrou potencial com a série e mostra agora sensibilidade com “A Sereia” e eu já quero mais livros dela.

Se tiver interesse no livro, leia sem pretensão. “A Sereia” não foi feito para mudar sua vida, tampouco criar uma grande reflexão. Aproveite a leitura leve para relaxar e viver um conto de fadas.


Dou nota 4,5 (em 5) porque queria que a autora tivesse desenvolvido mais o final, no entanto, ele não deixa de ser bom.