domingo, 1 de novembro de 2015

Resenha | A Mulher de Preto (Susan Hill)

A Mulher de Preto


SINOPSE | O jovem advogado Arthur Kipps, foi enviado a cidade mercante de Crythin Gifford para verificar os documentos e os papéis particulares da recém-falecida Sra. Alice Drablow, uma viúva idosa que vivia sozinha na solitária e afastada Casa do Brejo de Enguia. Enquanto trabalha na casa, Kipps começa a descobrir seus trágicos segredos. A situação piora quando ele entende que o vilarejo é refém do fantasma de uma mulher magoada, em busca de vingança.



A história tem início quando Arthur Kipps, um advogado já aposentado se reúne com sua esposa e filhos para celebrar a época natalina. Quando seus filhos o chamam para contar alguma história de fantasma ele recua e aquilo parece despertar a pior das lembranças que aconteceram com ele anos atrás. Totalmente perturbado pelas lembranças, ele decide escrever sua experiência a fim de livrá-lo desses sentimentos.

Quando jovem, Kipps era um advogado ávido por novos trabalhos e reconhecimento, quando seu chefe o envia para a pequena Crythin Gifford para comparecer ao enterro e cuidar dos pertences da falecida Sra. Drablow aquilo parece – à primeira vista – uma grande oportunidade. Mas seu motivo de estar ali provoca um clima de receio e aflição entre os moradores.

No enterro, o advogado avista uma mulher de preto que permanece distante de todos. Sua imaginação lhe diz que ela é uma mulher doente e amiga da Sra. Drablow que só quis prestar condolências, mas quando ele citou a tal mulher para seu amigo, aquele se tornou apreensivo e cabisbaixo, porém, nada foi revelado para o jovem advogado e tudo o que ele podia fazer era continuar o seu trabalho.

Os pertences em questão ficam na Casa do Brejo da Enguia, uma região distante e de difícil acesso. Logo na sua primeira passagem, o advogado passa por uma experiência que o deixa exausto mentalmente quase o fazendo desistir de tudo. 




"A Mulher de Preto" não é aquele livro que vai te fazer ter pesadelos, sua narrativa proporciona mais curiosidade e uma leve tensão. Durante a leitura fiquei esperando por aquele momento que eu teria que fechar o livro, respirar fundo e voltar a leitura. Não aconteceu... Mas gostei da história, o mistério me envolveu e é uma leitura extremamente fácil e a escrita da autora é ótima, dá a sensação de que tem alguém do seu lado te contando a história.

Quando Kipps encaixa os acontecimentos da Casa do Brejo da Enguia gradualmente e quando isso acontece, a história se torna interessante e bem estruturada. 

Não esperava muito desse livro. Sempre tive vontade de lê-lo por causa da capa, e era meu único livro de terror na estante quando eu e minhas amigas decidimos escolher um livro do gênero para a nossa leitura coletiva do Halloween. E apesar das críticas quanto à quantidade de susto no livro, o livro me agradou bastante no que diz o conjunto da obra (ambientação, descrição, narrativa, diagramação, enredo).

Pretendo em breve ver o filme, pois dizem que o final é diferente e umas das coisas que me chocou bastante no livro foi o final... Curto e grosso.

Considero esse livro mais uma história triste do que propriamente de terror.  Não sou uma grande leitora de livros de terror, sendo assim, não tenho nenhum grande título para fazer parâmetro com "A Mulher de Preto".

Nota: 3,5/5
Editora: Record | 208 páginas

Confira as outras resenhas:
Resenha da Lu (@lufassis14) - Psicose

3 comentários:

  1. O nome e a capa desse livro me deixou meio apreensiva, hahaha. Sou meio medrosa...
    É meio chato quando a gente começa a ler um livro e fica esperando algo acontecer e acaba ficando só na tensão, né? Me senti assim quando li Caixa de pássaros, e não achei muito legal não. Não sei se leria esse livro, mas ele me deixou um pouco curiosa sim :)

    Beijos,
    www.naestradadafantasia.com

    ResponderExcluir
  2. Eu adoro a capa desse livro, tenho muito interesse nesse gênero. E ainda quero vê o filme !

    ResponderExcluir