domingo, 23 de agosto de 2015

Resenha | Triângulo de 4 lados - Fernanda M. e Adelina B.

"Unhas mal pintadas de preto e camisas de bandas. Ela ama O Diário de Bridget Jones, chocolate, e a banda Misfits. Odeia trovões, lágrimas, e ser chamada de criança. Sara Alcântara tem 17 anos e, como qualquer garota de sua idade, tem um relacionamento de amor e ódio com a mãe, com seus estudos, e com a própria vida. Ama suas amigas, que são seu suporte, e sua base. Tira boas notas na escola, por obrigação, mas deseja ser artista, porque pintar é sua verdadeira vocação. 
Até aquela paixão adolescente, platônica, ela possui. Ele tem nome, sobrenome, e grau de parentesco. Rodrigo Guano é seu primo, e sonho de consumo de toda a população feminina da pequena cidade de Santa Fé, onde moram. Tudo muda quando ele a beija pela primeira vez. Então o mundo pode acabar, regimes podem cair, terremotos podem engolir a terra em rachaduras intermináveis, e Sara ainda estaria feliz. Ou assim ela pensa ser, até que viaja para Paris, para passar as férias. Quando volta, tudo está diferente, inclusive ela. Sara se vê inserida num triângulo amoroso... Ou seria um quadrado?"



Juro que depois que li esse livro não sei se são as mulheres ou os homens os mais complicados. Nesse caso, acho que os homens... Disparado.

Sara é uma garota de 17 anos, fã da banda Misfits, “amiga de sufoco” da Brigit Jones, 100% distraída e apaixonada por seu primo, Rodrigo – que é baterista, e tem um sorriso arrebatador, porém é muito pegador. O que mais Sara quer mostrar para ele, é que ela não é mais uma criança. Brent (#TeamBrent) é o meio irmão do Rodrigo, ele é americano, mas tem fluência no português. É muito sério e não demonstra seus sentimentos, sendo muitas vezes interpretado de forma errada. Matheus é de Porto Alegre, bom de papo, tatuado de olhos verdes, não mora em um lugar fixo e entrou na história como vocalista da banda de Rodrigo. Fora os quatro, ainda existem personagens adoráveis e carismáticos que acrescentam à trama, como João e Lúcia, o irmão e a melhor amiga de Sara.

Agora preste bem atenção: Brent, apesar de reservado e sério, é apaixonado por Sara, que por sua vez, nutre uma paixão platônica por Rodrigo, que é muito cafajeste e corresponde os sentimentos da prima assim... bem mais ou menos. No meio disso tudo ainda aparece o Matheus. Entendeu o porquê do tal “triângulo de 4 lados”? É muito pra administrar gente...


Narrado em primeira pessoa pelos quatro personagens principais, podemos entender um pouquinho da personalidade e reservas de cada um. Depois que Sara consegue finalmente arrancar não só um beijo, como vários de Rodrigo, ela parece viver ainda mais no mundo da lua. Mas o mundo que ela idealizou logo se desfaz quando ela volta do seu curso de férias em Paris. Muita coisa mudou (ou não) enquanto ela estava fora. E isso desperta vários sentimentos na garota.

O livro se tornou especial pela simplicidade da linguagem e dos acontecimentos. Me bateu uma nostalgia do ensino médio e me lembrei de como nós fazemos escolhas que julgamos serem certas, para logo depois quebramos a cara e aprendemos com nossos erros. Me identifiquei e gostei, (mas espero do fundo do meu coração por uma continuação, não posso viver com aquele final, gente).

Uma coisa que achei super bacana, são as considerações/pensamentos da personagem Sara. Me diverti com eles e até identifiquei com alguns. Sara é uma adolescente (não criança), que também sofre por amor e muitas vezes não sabe o que fazer com relação a isso, é comum nessa idade. 




Ah... Sobre a edição, tá maravilhosa! Mais uma vez a Editora D’Plácido acertou. A capa está linda, tem um toque sombrio, mas depois que você passa a ler a história, percebe a sua delicadeza. Por dentro então... Estou apaixonada! 
"Não necessitava de nenhuma grande e galanteadora declaração de amor, porque palavras poéticas eram fáceis para um artista astuto. A segurança de uma atitude revelava muito mais do que meia dúzia de frases feitas."
Leia um trecho do livro aqui

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Livro x Filme - Garota Exemplar


SINOPSE DO LIVRO | Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza –, "Garota Exemplar" alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião 
pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele? SKOOB*
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SINOPSE DO FILME | Amy Dunne (Rosamund Pike) desaparece no dia do seu aniversário de casamento, deixando o marido Nick (Ben Affleck) em apuros. Ele começa a agir descontroladamente, abusando das mentiras, e se torna o suspeito número um da polícia. Com o apoio da sua irmã gêmea, Margo (Carrie Coon), Nick tenta provar a sua inocência e, ao mesmo tempo, procura descobrir o que aconteceu com Amy. FILMOW**
Para conferir a resenha do livro, clique aqui.

Falando da experiência de ler o livro, devo dizer que a trama criada pela Gillian é impressionante. Muito inteligente e perturbadora e a reputação do diretor David Fincher (Clube da Luta, O curioso caso de Benjamin Button, A Rede Social) é boa, portanto a expectativa para o filme estava lá em cima.

Depois de ler o livro e assistir o filme, cheguei a conclusão final que “Garota Exemplar” (Gone Girl) é o tipo de história que você deve escolher entre ler o livro ou assistir o filme. Vou explicar, a história é intensa demais, é um suspense, portanto já perde a graça em um segundo momento, saber o aconteceu quebra o encanto da coisa, sabe?

Por ter lido o livro primeiro, fiquei bem focada nas atuações. A Amy é uma personagem muito forte e o Nick tem um controle muito grande. Fiquei muito curiosa para ver o trabalho da Rosamund Pike, ainda mais sabendo que ela foi indicada ao Oscar. E embora eu goste do Ben Affleck, confesso que o brilho ficou totalmente para ela. Mereceu a indicação!


Acho que o mais interessante de um suspense, principalmente esse, é que você está totalmente por fora dos acontecimentos, você é o espectador e no início, observa esse jogo em busca do culpado, é isso que te prende. Quer entender como tudo aconteceu. Você é feito de perguntas e conseguir as respostas aos poucos te deixa de alguma forma satisfeito. São dois pontos de vistas que você só consegue juntar no final e nem assim consegue entender a cabeça deles.

Enquanto Nick tenta provar sua inocência, a mídia cai em cima dele e o coloca como o pior homem do mundo. E como disse na resenha, a mídia consegue muitas vezes moldar os acontecimentos e mudar constantemente a opinião das pessoas. Isso no filme ficou bem evidente.

No livro, antes de desaparecer, a Amy deixa algumas pistas para Nick, que já é comum no aniversário de casamento deles. Essas pistas também estão presentes no filme, mas senti falta das explicações dela. Eu li o livro, conhecia os motivos, mas quem não leu, acho que não tem a mesma sensação. Também senti falta de mais partes das anotações do diário da Amy, elas são fundamentais, mas o filme pegou as partes mais importantes e no geral, achei que ficou bem fiel. Mas a minha recomendação é, se não leu o livro, leia. As anotações completas são muito melhores.

De modo geral, achei que o início do filme ficou meio monótono demais. Mas as reviravoltas no filme ficaram bem visíveis, no meio do filme, que equivale a segunda parte do livro a história toma um rumo totalmente envolvente e revoltante . O choque dos acontecimentos e consequentemente as respostas, é que nos impulsiona a acompanhar o final da trama. 

Não tenho nenhuma crítica quanto o final dessa história, embora eu desejasse outra alternativa, a realidade muitas vezes é essa, todos querem acreditar que as pessoas são boas. Talvez isso seja o mais revoltante de tudo.

* Rede social para livros.
** Rede social para filmes.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Resenha | Todo dia - David Levithan

A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.
"Todo dia sou uma pessoa diferente. Eu sou eu, sei que sou eu, mas também sou outra pessoa. Sempre foi assim."
"Todo dia" não é nem de longe o que eu esperava ler. Na verdade, vindo do David Levithan, nunca se sabe o que esperar exatamente, mas nesse livro eu não esperava tanta intensidade assim. Confesso que demorei a me acostumar no início do livro, mas a história fluiu. Gostei, de modo geral achei criativo, interessante e bem desenvolvido. Todavia, também achei triste e questionador.

"A" não tem um corpo próprio e por isso se "hospeda" em um corpo da sua mesma idade todos os dias, não importando a cor, gênero, família, vida. Ele só precisa de um corpo. Quando acorda em um novo corpo, ele simplesmente sabe quem é. Sabe seu nome, onde está e consegue buscar lembranças da pessoa e continua vivendo a vida como se fosse uma rotina.

Quando ele se encontra no corpo de Justin, conhece Rhiannon, a experiência que vive com ela parece sacudir seus pensamentos e parece trazer mais sentido para si. Rhiannon não sabe de forma alguma o que está acontecendo e "A" logo parte para outro corpo e sempre procura saber a qual distância está a garota.

Quando ele está no corpo de Nathan, um garoto certinho, ele procura alguma forma de encontrar Rhiannon. Ele de fato consegue encontrá-la, mas logo sabe que tem que partir, mas isso gerou um conflito para ele.

E aí o livro gira em torno de dois acontecimentos. Depois do encontro entre "Nathan" e Rhiannon, ambos sabem que tem algo errado. E o envolvimento com a garota e a "perseguição" de Nathan começam a dar forma para a história.







"A" passa por várias experiências e reações, passa por pessoas de diferentes personalidades, desde uma pessoa que se preocupa ao extremo com futilidades, outra que pensa em suicídio, um nerd e até mesmo a experiência de lutar contra um corpo que está acostumado com o vício das drogas. E cada dia que passa, cada vida que ele conhece, ele se envolve muito mais e suas atitudes passam a interferir na vida das pessoas, algumas de modo pequeno outras permanentemente.

O livro tem dois questionamentos, um diálogo entre "A" e Rhiannon no que tange a percepção da vida. A possibilidade de viver várias vidas proporciona que você veja o mundo de vários ângulos e perceber tudo o que ele abrange.
"Mas quando quem você é muda todos os dias, você fica mais próximo da universalidade."
E ao mesmo tempo é impossível observar as coisas ao longo do tempo, como ter uma amigo durante dez anos ou acompanhar as conquistas dos familiares, até mesmo cuidar de um bichinho de estimação.

A segunda questão que o autor trabalha no livro é a ideia de se apaixonar por alguém pelo que ela é, pela sua essência. E não a aparência.

É um livro bem escrito e a premissa muito interessante.


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Resenha | O Menino do pijama listrado - John Boyne

Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga.
Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.


Não vou falar sobre a história em si como normalmente falo por aqui, o livro já é tão curtinho, que o ideal é poder ir conhecendo a história a medida que você vai passando as páginas. Quando eu terminei de ler, fiquei muito emocionada com tudo. E fiquei um bom tempo pensando na história, embora tudo tenha sido um grande choque, também fiquei encantada diante de tanta simplicidade. A história é curtinha, mas acho que foi o suficiente para o leitor. 

A história também não é muito explícita, mas de jeito nenhum vaga. O escritor não conta como as coisas são feitas, nem o que de fato é cada coisa. Afinal, é tudo contado por um garotinho de nove anos. Basta ao leitor encaixar as “pistas” como, 'O Fúria', o uniforme do comandante, a cerca, os símbolos, a data... E esperar pelo final. É um livro lindo e envolvente, sobretudo para ler e refletir quanto as atitudes da sociedade. Tudo pelo ponto de vista e inocência de uma criança. Meu coração se partiu e precisei de algum tempo para pegar o juntar os caquinhos dele.

Como disse, não vou falar mais que isso, deixo apenas a dica de leitura. Leiam esse livro, é maravilhoso. Acredito que "O Menino do Pijama Listrado" é um tipo de leitura que deve ser lida por todos. Super recomendo, e se não viu o filme, veja também (depois de ler, claro). O filme é muito fiel a história e não deixa de ser encantadora.


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Resenha | Saga Encantadas - Sarah Pinborough

Olá!
Antes de tudo, queria avisar vocês que podem ler tranquilamente a minha opinião de "Feitiço" e "Poder". Postei a resenha dos três juntos, porque fiz um resumo dos livros junto com minha opinião, dessa forma peguei a essência de cada um e não tem nenhum spoiler nos livros seguintes. Espero que gostem. 
Beijos.

#1 Veneno 

(...) Você já pensou que uma rainha má tem seus motivos para agir como tal? E que princesas podem ser extremamente mimadas? E que príncipes não são encantados e reinos distantes também têm problemas reais? (...) 

Veneno é o primeiro livro da saga Encantadas da Sarah Pinborough ele é uma releitura do conto da Branca de Neve só que digamos... Mais adulto e bem diferente daquilo que você está acostumado (a) a ver pela Disney.  Na estória temos uma Rainha Má, um Caçador, os anões, o Príncipe e a princesa Branca de Neve. Os personagens tradicionais, claro. Mas a estória ainda mistura um pouco de Aladin e João e Maria (leves referências).

O que muda são as personalidades de cada personagem, a Rainha Má, Lilith era uma princesa que saiu de seu reino ao se casar com o Rei e pai da princesa Branca de Neve, ela é um mistério a parte. Branca de Neve continua ligada aos animais e anões, mas ela é bem louca. O Príncipe por sua vez, é um chatinho e fracote. O sonho de encontrar um príncipe encantado passa longe por aqui. 
A estória toma vários rumos diferentes e não dá para acertar nenhuma ação das personagens, fiquei surpresa com o final, mas muitos aspectos da história continuam uma incógnita para mim. A narrativa e os diálogos possuem tom irônico e algumas vezes até irritante. De modo geral, gostei de como a autora apresentou essa releitura, não chega a ser como a série Once Upon a Time, mas foi bem interessante e original. 

#2 Feitiço
(...) Você se lembra da história da Cinderela, com sua linda fada madrinha, suas irmãs feias e um príncipe encantado? Então esqueça essa história (...). Em um reino próximo, a realeza anuncia um baile que encontrará uma noiva para o príncipe e parece que o desejo de Cinderela irá ganhar aliados peculiares para ser realizado. Contudo, não será fácil: ela não é a aposta de sua família para esse casamento real, e sua fada madrinha precisa de um favorzinho em troca de transformar essa pobre coitada em uma diva real (...).

O volume dois da saga Encantadas, Feitiço, tem como foco a estória da Cinderela. A garota sonha com a vida no castelo e o príncipe dos seus sonhos (que é o mesmo de Veneno) toda a estória do Baile, fada madrinha, sapatinho de cristal e as badaladas do relógio a meia noite se repetem. Cinderela vê no Baile a chance de ser feliz, mas não é bem isso que vai acontecer...

Luxúria e inveja caracterizam bem a estória. É mais intenso e mais interessante que o primeiro.

Dessa vez quem veio visitar a estória foi Robin Hood! As personagens do primeiro livro continuam, mas se apresentam como um plano de fundo, exceto o Caçador ganhou mais destaque dessa vez, mostrando mais para o que ele veio. O livro termina de um jeito que meio que te obriga a ler o próximo imediatamente e ainda deixa com muitas incógnitas, que espero saná-las no último livro. Assim como no primeiro, a autora deixou a surpresa para o final. Poxa vida... (O forninho caiuuuu!!!) 

#3 Poder
Quando um príncipe mimado é enviado pelo seu pai para tentar desvendar os mistérios de um reino perdido, ninguém imagina os perigos que ele encontrará pela frente! Acompanhado da figura sóbria e sagaz do Caçador e de Petra, uma jovem valente que possui uma ligação muito forte com a floresta, o príncipe acaba encontrando um reino adormecido por uma estranha magia (...).

O terceiro e último livro conta a estória que antecede as duas primeiras. Os três se conectam, mas a autora escreveu de uma forma que você pode começar por qualquer um. De qualquer jeito que você escolher, as três estórias se tornam um círculo (essa informação existe no livro, mas sugiro ler na ordem original: Veneno, Feitiço e Poder... É mais impactante). E embora o livro 3 conte um história anterior as outras ele tem um ritmo mais acelerado e um enredo mais pesado. É mais envolvente, interessante e objetivo... Na verdade, esquece o que eu disse, ele é louco, insano, intenso. Por isso acho que deve ser deixado por último. O foco é a Bela Adormecida misturado a Bela e a Fera. E se eu queria bater no Príncipe nos outros dois livros, agora acho que seus atos se justificam pelos últimos acontecimentos, digamos que a Bela não é tão bela assim...

Mais uma vez o livro mescla outras estórias. Temos a Chapeuzinho Vermelho e o lobo, Rapunzel e o Rumpelstiltskin (contos dos irmãos Grimm).

A Saga Encantadas é no mínimo, impactante. É preciso se libertar dos clichês e os finais felizes para ler. Gostei de como o tema foi apresentado e de como as estórias se ligaram. É bom, é interessante, é curioso, mas é bom ler sem expectativa, escrevo essa resenha com entusiasmo porque conhecia pouco sobre os livros, então me surpreendi bastante. 

Um ponto favorável que vou levar para a vida: a Editora Gente (os livros da saga possuem o selo Única). O trabalho da editora com esses livros foi fantástico, a diagramação, espaçamento, tradução, detalhes que introduzem cada capítulo. Foi muito agradável de ler. As capas também são uma arte à parte. São lindas e caracterizam bem a ideia do livro.

Minha nota final para a trilogia é: 4/5 

sábado, 15 de agosto de 2015

Resenha | Garota Exemplar – Gillian Flynn

Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza –, "Garota Exemplar" alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?


“Garota Exemplar” é uma história centrada em Nick Dunne e Amy Elliot, um casal em crise. Tudo começa no dia do quinto aniversário do casal e Amy desaparece deixando um cenário de briga para trás. Logo as investigações demonstram um crime por trás de tudo e as possíveis provas do crime se revelam contra o marido.

O livro mostra muito bem como a influência da mídia tem poder sobre o julgamento de uma pessoa e como ela pode moldar ou delinear o curso de um acontecimento. A mídia pode ser bem cruel e esmagadora nesse sentido.

O livro é dividido entre três partes, sendo os capítulos alternados entre as falas da Amy e Nick, a primeira contem partes do diário da Amy, que é parte fundamental para o desenvolvimento do livro. As partes seguintes são repletas de reviravoltas. Depois delas, não tem como voltar atrás, viu?

Não encontro uma palavra que possa descrever esse livro, mas sem dúvida ela seria seguida de muitos pontos de exclamação (!!!!!!!!!!) tamanha a minha revolta e choque que tive com ele. A trama desenvolvida pela Gillian Flynn é inteligente, engenhosa, perturbadora, cruel e complexa. Ta aí, talvez se eu colocasse essas palavras em um liquidificador eu conseguiria uma palavra que faz jus a história.

Muito da história já começa a ser revelado já no meio dela. Perguntas clássicas como: “quem?”, “por quê?” dão lugar para uma: COMO? Como alguém pode ter pensado nisso tudo? Como uma mente pode ter se desviado tanto do comum. E pior, com base em “Garota Exemplar”, o quanto você realmente conhece de uma pessoa?
"As pessoas querem acreditar que conhecem as outras. Pais querem acreditar que conhecem seus filhos. Esposas querem acreditar que conhecem os maridos."




Tudo se encaixa perfeitamente bem, não achei nenhum ponto solto na história.

Achei o final de lascar viu. Mas não poderia ser diferente. Se tomasse o rumo que todos esperam, acabaria se tornando só mais um livro do gênero. No entanto, Gillian cria um final arrebatador que deixa os leitores com ódio e com vontade de... Sei lá, bater nos personagens? Jogar o livro na parede? Não que isso fosse mudar a história. Já diria o Chico Pinheiro, “é vida que segue”. 

“- Sinto pena de você.- Por quê?- Porque toda manhã você tem de acordar e ser você.”

Eu realmente tenho medo da autora, se ela criou uma personagem sociopata nesse livro, tenho medo de saber o que se passa na cabeça dela. "Garota Exemplar" foi o primeiro livro do gênero suspense/thriller psicológico que leio e sai muito da minha zona de conforto literária, tendo em vista que amo romances e chick-lit, mas quer saber? Fazer isso faz muito bem e me sinto muito satisfeita por ter lido esse livro. Ele é fantástico.


Leitura recomendada! 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Resenha | Claros Sinais de Loucura - Karen Harrington

Você nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona palavras-problema em um diário, tem uma planta como melhor amiga e vive tentando achar em si mesma sinais de que está ficando louca. Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles tinham apenas dois anos, e desde então mora em uma instituição psiquiátrica. O pai, professor, tornou-se alcoólatra. Fugindo da notoriedade do crime, ele e Sarah já se mudaram de diversas cidades, e a menina jamais se sentiu em casa em nenhuma delas. Com a chegada do verão em que completa doze anos, ela está cada vez mais apreensiva. Sente falta de um pai mais presente e das experiências que não viveu com a mãe, já se acha grande demais para passar as férias na casa dos avós, está preocupada com a árvore genealógica que fará na escola e ansiosa pelo primeiro beijo de língua que ainda não aconteceu. Mas a vida não pode ser só de preocupações, e, entre uma descoberta e outra, Sarah vai perceber que seu verão tem tudo para ser muito mais. Bem como seu futuro.
























Não sei se sou muito sensível, mas me emocionei um pouco com o final. Mas o livro em si, não achei nada demais. Nada muito explorado ou aprofundado, mas foi contado de uma forma tão delicada e até inocente, que me tocou e conseguiu me emocionar mesmo.

"Claros Sinais de Loucura" é um livro doce e sensível. Conta a história de Sarah Nelson, uma garota muito madura para seus doze anos de idade. É apaixonada por palavras e vive com seus questionamentos sobre a vida. O principal deles é o drama que envolve sua mãe e o tal gene da loucura. Aos dois anos de idade, sua mãe tentou matar Sarah e o irmão gêmeo, Simon, afogados. Embora a menina tenha saído ilesa, seu irmão não. Desde então, sua mãe vive em uma clínica de reabilitação para doentes mentais e Sarah vive muitas vezes em função de acreditar que a cada momento, ela pode ter herdado esse gene da loucura da mãe.

"Nem todo mundo reage às palavras da mesma maneira. Algumas são palavras-problema. Uma palavra-problema muda a expressão da pessoa que a escuta. Amor pode ser uma palavra-problema para algumas pessoas. Loucura também."

Prestes a entrar de férias, o professor dela passa uma tarefa para os alunos: escrever uma carta para seu personagem literário favorito e eis que conhecemos uma mente curiosa e criativa. Sarah, diferente da maioria dos colegas, escolhe Atticus Finch (de O Sol é para Todos) para "corresponder". Esses escritos se tornam um tipo de diário para a garota, que se refugia e escreve sobre todas as suas experiências e preocupações.

Os pensamentos de Sarah variam dos assuntos mais simples, como o tédio sobre passar todo o verão na casa dos avós. O primeiro beijo. Mas trata de assuntos sérios como a lembrança da sua mãe e o que a ausência que um pai alcoólatra pode causar. Com um plano de fundo sóbrio e pesado, o enredo do livro se tornou leve e delicado por ser narrado pela garotinha de doze anos, embora muito madura nas palavras, é possível perceber um tom de inocência nas suas atitudes. 

"Também sou um livro não lido. Estou esperando para saber o que acontecerá comigo."

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Resenha | A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.

Me disseram que nas 50 páginas finais do livro, é impossível largar o livro. Devo dizer eu não consegui largar o livro nas 424 finais . . Achei ele inteiramente sensacional!

"A Rainha Vermelha" apresenta uma distopia em que seres humanos se diferem na cor do sangue. Existem os prateados, os que possuem força, status, fazem parte da elite e possuem poderes sobrenaturais dos mais variados possíveis, desde o controle do fogo, metais, leitura de mente e poder das ações. Além disso, eles dominam sobre os vermelhos, humildes e destinados a trabalhar através de recursos limitados até morrer na escassez dos seus vilarejos.

Mare é uma vermelha e está prestes a completar dezoito anos, como não trabalha e não é aprendiz em nada, certamente seu futuro será o recrutamento, onde vermelhos são escolhidos para lutar em uma guerra sem fim. Ela, no entanto, é uma boa ladra e bastante determinada. Quando seu amigo Kilorn também está fadado ao recrutamento, ela procura algum meio de evitar isso e numa reviravolta, ela se vê trabalhando no palácio. 

Mas as reviravoltas (que são muitas) não param por aí. Em um momento no reino, a família real, em meio a uma possível revolta dos vermelhos - denominada Guarda Escarlate. Mare demonstra mais que sua função de serviçal. Mesmo sendo uma vermelha, ela também tem um poder. A família real cria então, uma farsa que pode evitar uma revolução do outro lado e esconder o escândalo que isso pode ocorrer entre seu povo.

Mare se "torna" uma prateada e futura esposa de um dos príncipes. Ah, falando em príncipes... Impossível não rolar aquela torcida né? Mas embora a história tenha aquela pitada de romance, o foco não é esse. A trama criada pela autora impressiona pela rapidez que os fatos ocorrem e a interação dos personagens.

Minhas considerações finais:

1. a capa é linda;
2. "todo mundo pode trair todo mundo";
3.  quero ler a continuação.

Brincadeiras a parte, devo dizer que minhas expectativas estavam muito altas com relação a esse livro, e fico muito feliz de dizer que foi superada. A história me surpreendeu bastante e embora lembre algumas outras distopias, ela encontrou seu tom e sua própria originalidade. A escrita da Victoria é muito boa, é rápida e bem descritiva, como uma boa distopia deve ser, fazer o leitor se envolver com um mundo que é uma realidade diferente da nossa. 

Leitura recomendada!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Novidades | Do livro para o cinema.





























Muitas novidades por aí. Eu amo ler e amo ver adaptações dos livros para o cinema. E amo do fundo do meu coração ficar comparando os dois e sou tipo aquela pessoa que fica: "Sabia que no livro acontece dessa forma?", "Nossa, o livro é bem melhor", "Nada a ver", "Gostei dos atores escolhidos, mas imaginei assim..." e por aí vai...

Pesquisei alguns títulos para trazer para vocês, porém muitos dos escolhidos ainda não tem previsão de estreia, a medida que essas informações saírem atualizo o post.

1) "Como eu era Antes de você" (Jojo Moyes) todo mundo já sabe que o livro da Jojo Moyes vai virar filme né... Aliás, já saiu cada foto das gravações, que só nos faz relembrar a história. Depois que a autora anunciou "After You", a continuação do livro, o filme foi adiado.

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

2) Finalmente! "A Seleção" (Kiera Cass) também vai virar filme, a trilogia (que agora é série) foi garantida pela Warner Brothers. A história me pegou de jeito. Li em poucos dias e gostei demais. A trama é interessante e os personagens  mais ainda. Mas pouca informação ainda foi revelada, como elenco, por exemplo, mas sempre imaginei o Chace Crawford como o príncipe Maxon, mas ok... Ele tem 30 anos, não tem idade para isso, mas a gente continua sonhando ;) 

Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. 
Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. 

3) "Extraordinário" (R. J. Palacio) vai virar filme também. Ele teve os direitos de adaptação para os cinemas adquirido pela Lionsgate, porém ainda não temos uma data para estreia.

August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

4) "Eleanor & Park" (Rainbow Rowell) tem uma história maravilhosa e eu costumo dar um rosto para os personagens durante a leitura, mas juro que tentei... Não consegui encontrar um rosto para a Eleanor ou para o Park, ou para qualquer personagem do livro. Espero que o filme traga aquele clima nostálgico que o livro tem. 

O roteiro está sendo escrito pela autora, Rainbow Rowell. 

Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

5) "O Projeto Rosie" (Graeme Simsion) vai virar filme e já tem uma protagonista: Depois da franquia Jogos Vorazes, Jennifer Lawrence vai viver Rosie na comédia romântica. O filme será produzido pela Sony.

Para se ter a vida de Don Tillman, não é preciso muito esforço. Às terças-feiras come-se lagosta com salada de wasabi (seguindo um roteiro com refeições padronizadas que evitam o desperdício de ingredientes e de tempo no preparo); todos os compromissos são executados de acordo com o cronograma – alguns minutos reservados para a prática do aikido e do caratê antes de dormir; uma hora para limpar o banheiro; três dias da semana reservados para suas idas à feira – e se, apesar dessa programação, algum desagradável contratempo surgir em sua rotina, não há nada que não possa ser solucionado com meia hora de pesquisa científica.
Exceto as mulheres.
Até o momento, a única coisa não esclarecida pelos estudos no campo de atuação de Don, a genética, é o motivo para sua incapacidade de arrumar uma esposa. Uma namorada ao menos? Ou até mesmo uma amiga para somar ao seleto grupo de amigos de Don, formado por Gene, também professor na universidade, e a mulher dele, Claudia, psicóloga e esposa muito compreensiva.
Para solucionar esse problema do modo mais eficaz, Don desenvolve o Projeto Esposa, um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a filtrar candidatas inadequadas a seu estilo de vida (...)

6) "Por Lugares Incríveis" (Jennifer Niven) foi o livro mais falado no meu feed nos últimos meses. E pelos twittes da Editora Seguinte,  a coisa vai ser boa. A atriz escolhida para ser a Violet, é a Elle Fanning (a Aurora do filme Malévola).


Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.
Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

7) Mais um sucesso do John Green vai virar filme, dessa vez é "Quem é você, Alasca?" saiu um murmurinho de que o autor queria que Taylor Swift participasse, mas desmentiu o boato, ainda bem. Prefiro a Taylor como cantora. A favorita do pessoal para o papel da Alasca no filme, é a Kaya Scodelario (Teresa, Maze Runner).

Miles Halter leva uma vida sem graça e sem muitas emoções na Flórida. O garoto tem um gosto peculiar: memorizar as últimas palavras de grandes personalidades da história, e uma dessas personalidades, François Rabelais, um escritor do século XV, disse no leito de morte que ia em busca de um Grande Talvez. Para não ter que esperar o próprio fim para encontrar seu Grande Talvez, Miles decide fazer as malas e partir. Ele vai para um internato no ensolarado Alabama, onde conhece Alasca Young. Ela tem em seu livro preferido, O general em seu labirinto, de Gabriel García Márquez, a pergunta para a qual busca incessantemente uma resposta: Como vou sair desse labirinto? Miles se apaixona por Alasca, mesmo sem entendê-la, e o impacto da garota em sua vida é indelével.

8) Publicado recentemente pela Editora Seguinte (Companhia das Letras), o sucesso de "A Rainha Vermelha" (Victoria Aveyard) lá fora foi tão grande, que ele também é cotado para virar filme. Os direitos do filme já foram comprado pela Universal. A capa é linda e a história, que é uma distopia, parece super interessante.

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.

Já quero ver todos, alguns livros já li e estou muito ansiosa para saber quem será os atores, como vai ser a adaptação, se vai ser fiel e essas coisas.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Resenha | Quando tudo volta - John Corey Whaley

Uma morte por overdose. Um fanático estudioso da Bíblia. Um pássaro lendário. Pesadelos com zumbis. Coisas tão diferentes podem habitar a vida de uma única pessoa? Cullen Witter leva uma vida sem graça. Trabalha em uma lanchonete, tenta compreender as garotas e não é lá muito sociável. Seu irmão, Gabriel, de 15 anos, costuma ser o centro das atenções por onde passa. Mas Cullen não tem ciúmes dele. Na verdade, ele é o seu maior admirador. O desaparecimento (ou fuga?) de Gabriel fica em segundo plano diante da nova mania da cidade: o pica-pau Lázaro, que todos pensavam estar extinto e que resolveu, aparentemente, ressuscitar por aquelas bandas. Em meio a uma cidade eufórica por causa de um pássaro que talvez nem exista de verdade, Cullen sofre com a falta do irmão e deseja, mais que tudo, que os seus sonhos se tornem realidade. E bem rápido.


O livro se concentra a maior parte da história na pacata cidade de Arkansas, em Lily, e na vida do garoto Cullen Witter, de dezessete anos, que leva uma vida igualmente pacata. Nada de interessante acontece na cidade, até um suposto surgimento de um pássaro há muito tempo extinto trazer para a população um pouco de esperança e agito.  

Ao mesmo tempo, o irmão mais novo de Cullen desaparece de forma inexplicável. Além disso, os capítulos são alternados com outros acontecimentos e personagens que tornaram a trama muito "cheia". Muito assunto para poucas páginas. A impressão que tive foi que o autor quis falar de tudo, mas no final das contas, não falou foi nada. 

Esses capítulos são alternados entre a vida de Cullen e como ele leva a vida após o desaparecimento do irmão – essa é uma parte tocante da história. É possível perceber a angustia do garoto pela falta de respostas e até mesmo saudade do irmão. Paralelamente, também conhecemos a história de Benton Sage e Cabot Searcy, a história deles com Cullen, o irmão e a cidade de Arkansas, se cruzam de alguma forma e logo os pontos são ligados nos capítulos finais do livro. Embora a trama seja interessante e bem construída, não tive tempo de me sensibilizar ou gostar dos personagens.

O título condiz bem com a história e a sinopse é interessante, a capa bonita e narrativa boa, beirando às vezes à realidade outras a imaginação, instigando o leitor a querer chegar ao final do livro e descobrir o que aconteceu com o irmão e com o tal pássaro extinto. O autor escreve super bem, mas de um modo geral, não deu certo para mim, não surtiu nenhum efeito para mim depois e não me surpreendi com nada.

"Quando tudo volta" é um livro que tem seus prós e contras. Fora os acontecimentos do livro, são apresentados assuntos intensos aliados ao drama, conflitos familiares e descobrimento de novos sentimentos. Não se tornou meu livro favorito, mas lembrando que cada gosto é particular, de forma alguma desmotivo a leitura dele. Aconselho ler outras opiniões do livro, uma vez que muitas delas são bem positivas.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Resenha | Anexos - Rainbow Rowell

Beth Fremont e Jennifer Scribner-Snyder sabem que alguém está monitorando seus e-mails de trabalho. (Todo mundo na redação sabe. É política da empresa.) Mas elas não conseguem levar isso tão a sério, e continuam trocando e-mails intermináveis e infinitamente hilariantes, discutindo cada aspecto de suas vidas.
Enquanto isso, Lincoln O'Neill não consegue acreditar que este é agora o seu trabalho ler os e-mails de outras pessoas. Quando ele se candidatou para ser agente de segurança da internet, se imaginou construindo firewalls e desmascarando hackers e não escrevendo um relatório toda vez que uma mensagem esportiva vinha acompanhada de uma piada suja. Quando Lincoln se depara com as mensagens de Beth e Jennifer, ele sabe que deveria denunciá-las. Mas ele não consegue deixar de se divertir e se cativar por suas histórias. No momento em que Lincoln percebe que está se apaixonando por Beth, é tarde demais para se apresentar. Afinal, o que ele diria...?

De: Tamyres
Para: Leitores 
Enviado: Sex, 31/07/2015 14:18
Assunto: Uuuu-óóó-uuu-óóóó.

Esse é o meu alerta para LIVRO FOFO.


Diferente de "Eleanor & Park", "Anexos" apresenta personagens adultos, porém igualmente encantadores. A empresa que Beth e Jennifer trabalham possui uma regra para o uso do e-mail pessoal, algumas palavras são proibidas e levantam a bandeira vermelha que resulta em uma advertência. Para isso, é necessário que alguém leia esses e-mails. E esse cara é o Lincoln (o fofo), ele não gosta nem um pouco de pensar na ideia de ficar lendo o e-mail dos outros, mas quando ele se candidatou para vaga, não imaginava que fosse isso.  

A troca de e-mails de Beth e Jennifer é hilária. Seus assuntos variam de namorado, marido, futuro, caras fofos, emprego ou só pura conversa fiada mesmo. E de alguma forma, muito cativante (muito mesmo), é por isso que Lincoln não consegue mandar uma advertência para as duas. Ele acaba se envolvendo e todo o desenvolvimento dessa história é... (uuuu-óóó..) fofa. É uma delícia acompanhar a rotina da Beth, Jennifer e do Lincoln, no conflito interno que ele vive. No seu amadurecimento como pessoa ao longo do livro e das experiências de Beth e Jennifer. Quero ser amiga delas, aliás, quero ser amiga da autora. Rainbow Rowell, let's be friends?


"Quando Lincoln percebeu que não tinha enviado um alerta a Beth Fremont e a Jennifer Scribner-Snyder - depois de quantas ofensas? Três? Uma dúzia? -, não conseguiu se lembrar por que não enviara. Talvez porque ele nem sempre conseguia descobrir que regra elas estavam quebrando. Talvez porque parecessem completamente inofensivas. E legais."

É o segundo livro da autora que leio e me encanto pelos personagens. A Rainbow consegue trazer suavidade para cada assunto, independente de qual seja. Consegue deixar a história, de alguma forma, cômica e meiga. Li Anexos em pouco tempo de tão bom que estava e muitas vezes precisei conter o riso (não por estar lendo em local impropriado, mas por simplesmente não sair pagando mico por aí). A diagramação da Editora Novo Século é ótima, não cansa, as cores usadas combinam bastante e as ilustrações deixam tudo mais fofo (acho que usei o limite dessa palavra em uma resenha). Você vai se apaixonar pela história, leitura recomendadíssima.



Separei alguns quotes para vocês que gostei muito.

"– Você acredita em amor à primeira vista? Ele se forçou a olhar para o rosto dela, para seus olhos bem abertos e a testa ansiosa. Para sua boca insuportavelmente doce. – Não sei – disse ele. – Você acredita em amor antes disso?" 

"(...) Eu não sabia que alguém podia me amar assim – disse ela. – Podia me amar e amar e amar e amar sem… precisar de espaço.
 – Não existe ar no espaço – disse ele."
"Mas a dor também foi diminuindo. As coisas melhoram – doem menos – com o tempo. Se você permitir." 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Projeto 6 on 6 | Lar doce Lar




Se você já leu "Anna e o beijo francês", conhece aquela frase da Anna, "É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar?" (pág 195). Pois eu compartilho da mesma opinião dela. Dessa forma, LAR para mim é minha família, meus amigos. De um modo geral, coisas que me fazem bem. Dessa forma, o terceiro mês do projeto fotográfico, tem como tema "Lar doce Lar" e vai mostrar um pouquinho sobre nós (o link para os outros blogs você confere no final do post). Como coisas que gostamos de fazer, cantinhos e objetos especiais, momentos. Espero que gostem.

Eu sempre fui muito apegada a família e nada baladeira. Um pouco careta, talvez. Gosto de ler, de ambientes tranquilos, tirar fotos de flores e cozinhar (doces). E vivo bem com isso.

Que eu gosto de ler, não é nenhuma surpresa né. Costumo ler em qualquer lugar, mas se for em um lugar confortável é melhor ainda né. 
Sempre fui muito apegada a família. Amo cada um deles do jeitinho que eles são. Sei que parece clichê dizer isso, mas é a verdade, eles são a minha base, meu tudo. Me sinto segura com eles e posso dizer que onde eles estão, posso chamar de lar sempre.
Sobre lugares calmos, vista bonita e fotografia... Eu gosto muito disso.
Não vivo só de livros gente, costumo fazer aquela tal "cozinha terapia", mas só se for com doces. O doce favorito que gosto de fazer é a torta de limão. Ahh essa pontinha... quando você sabe que o merengue deu certo. 
Não estranhe pessoas que ficam tirando fotos de flores. Não somos loucos! É que poder ter a chance de captar a natureza é único e fantástico. Mas convenhamos, não precisei de muito para tirar essa foto né. A beleza está 100% na flor.




Vocês podem conferir mais fotos do projeto nos blogs participantes: 

Livy (no mundo dos livros) | Lu (psicose literária) | Mari (na estrada da fantasia) | Ana e Bia (na sua estante) | Mile (books on first)

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Projeto "Leitura no Vagão" + outros





























Passar o tempo mexendo no celular enquanto você desloca para o trabalho ou para sua casa no metrô parece mais prático e atrativo, eu sei. Mas se você encontrasse um livro à sua disposição, qual seria sua reação? Você pegaria? Você teria curiosidade de ler?

É o que o Fernando Tremonti, 26 anos, proporciona com o seu projeto "Leitura no Vagão" que teve início em agosto de 2014 em São Paulo, quando ele observou a quantidade de usuários que mexe no celular nesse tempo livre. E se você reparar, não é que é verdade? Apesar de eu não usar diariamente o metrô daqui de BH, essa situação também se estende por aqui em várias situações. Dessa forma, o objetivo central é incentivar a leitura nos vagões de trem e metrô, desconectando-os um pouquinho dos seus smartphones durante suas viagens (isso se a lotação permitir, mas não é o caso rs). Os livros envolvidos no projeto muitas vezes são de doações, variam de clássicos, best-sellers, que inspiram empreendedorismo, nacionais e muito mais.

O processo é bem simples: encontrou um livro no assento? Interessou? Você é livre para pegar e ler e/ou levar para casa, após finalizar a leitura você deve "esquecer" o livro em outro assento, para que outra pessoa possa ter oportunidade de ler ele também. Depois você pode fazer seu registro nas redes sociais com a hashtag #leituranovagão. E assim, o projeto continua e todo mundo pode ter acesso a leitura. Sem desculpa!

As fotos são dos IG's @vitaohugo @carolpcs_ e @leituranovagao


O projeto que teve início em São Paulo, agora está presente também no Distrito Federal e no Rio de Janeiro. Quem sabe a próxima cidade é Belo Horizonte?

Acho que o mais gostoso disso tudo, é ter a oportunidade de conhecer obras novas, títulos que talvez você nem soubesse que existisse e de repente tem a oportunidade em suas mãos, melhor ainda, deixar que outra pessoa também possa desfrutar desse prazer. Quando Voltaire disse que "a leitura engrandece a alma" ele não estava mentindo, gente. O envolvimento de uma história permite você viajar sem de fato sair do lugar. É um exercício mental, expande seu vocabulário e melhora sua concentração.

O projeto #leituranovagão é um grande sucesso. Aqui em BH, existe algumas ações que incentiva a leitura também. O projeto LEITURA PARA TODOS | CIÊNCIA PARA TODOS criado pela Universidade Federal de Minas Gerais e Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da BHTRANS distribuem em cerca de 270 veículos de 26 linhas municipais textos interativos, descontraídos e explicativos de escritores nacionais para os passageiros.

Os textos são expostos com amarrações nos assentos, de forma que a visibilidade e manuseio seja simples e atrativa.

http://pordentrodeminas.com/noticias/ultimas/educacao/projeto-da-ufmg-incentiva-leitura-em-onibus-de-bh/

Mais um projeto que conheci recentemente, foi o Bibliotáxi"Bibliotáxi é um programa de fomento a leitura e educação envolvendo meios de transportes, desenvolvido pelo Instituto de Mobilidade Verde em Parceria com o Catraca Livre. Além da cultura, o programa visa estimular a população para o uso de táxi e o seu compartilhamento como alternativa para o uso intensivo do automóvel privado contribuindo para redução dos congestionamentos da cidade."

É mais semelhante ao projeto Leitura no Vagão, os livros são expostos em uma espécie de bolsinho atrás do banco do motorista e passageiro.


Gostou? Só não vá perder a estação, viu?

Conheça mais sobre o projeto: 
Twitter: @leituranovagao
Facebook: www.facebook.com/leituranovagao
Instagram: @leituranovagao

Interessados em doar livros pode mandar e-mail para leituranovagao@gmail.com


Fontes:
https://www.ufmg.br/cienciaparatodos/
https://bibliotaxi.wordpress.com/
http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/blog-da-redacao/leitura-no-vagao-incentiva-leitura-nos-metros-de-sao-paulo/

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Resenha | Eleanor & Park - Rainbow Rowell

Eleanor & Park é no mínimo um livro reconfortante. Trata-se do primeiro amor de dois jovens, um tipo de amor sincero, real e bonito de ver e acompanhar e, no entanto, com um final imprevisível e torturante.

A história se passa em 1986, sendo assim, a história tem um clima bem nostálgico.

Eleanor não é a típica garota do ensino médio. Com cabelos ruivos e cacheados, ela se acha acima do peso e veste roupas fora do comum, ela é meio desajustada e um tanto quanto problemática em comparação com as meninas da sua nova escola. A vida dela também não é a melhor do mundo uma vez que ela possui um padrasto chato, mal humorado e irritado. Ela pouco tem a atenção da mãe, já que tem mais três irmãos.

Park é um mestiço, geek, apaixonado por gibis e vive escutando músicas com seu fone de ouvido.

Suas vidas se cruzam no banco do ônibus da escola, quando Eleanor chega e não existem lugares disponíveis exceto ao lado de Park, o contato inicial dos dois não é o melhor, mas sentar lado a lado diariamente trouxe algo a mais para eles. 

O que acontece entre os dois é algo bonito de acompanhar, é sincero, puro e parece real aos olhos do leitor. E por isso, me encantei por cada página lida. Cada palavra dita e sentimento expressado.

Eleanor & Park não é bem um romance, é muito mais que isso. Uma grande história que se esconde entre uma capa bonitinha e meiga. De certa forma, ele é bem intenso e retrata conflitos internos e familiares. 

Rainbow Rowell consegue transformar personagens problemáticos em carismáticos, Eleanor com toda sua armadura e mistério traz também uma doçura revelada aos poucos. Park, por sua vez, se revela um jovem adorável.

É o primeiro livro da autora que leio e estou muito satisfeita com o que li. A leitura foi para mim, adorável e angustiante. A escrita da Rainbow é muito boa e flui super bem. Embora não tenha me conformado com o final, acho que este só faz com que o leitor se aprofunde ainda mais na história. Me sinto como a Hazel (A Culpa é das Estrelas) com Uma Aflição Imperial, quero saber o que acontece com cada personagem da história e isso é terrível, por mais que já tenha terminado o livro, os personagens não saem da minha cabeça.